Vigilância Ambiental em Saúde - Desastres

PROGRAMA VIGIDESASTRES. Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres

A Vigilância Ambiental em Saúde possui o importante escopo de atuar, mediante um conjunto de ações e de serviços, na detecção, prevenção e combate aos agravos gerados pelo meio ambiente, os quais interferem na saúde humana. Esse sistema é constituído por informações e pelo delineamento de ações articuladas com diferentes setores da sociedade, objetivando minimizar e/ou controlar os riscos de doenças e de outros agravos à saúde, decorrentes do ambiente e das atividades produtivas. Neste aspecto, cita-se a abordagem do gerenciamento do risco de desastres e, para tanto, considera-se nesse processo, a inserção de ações voltadas à prevenção, mitigação, preparação, resposta e reabilitação, visando reduzir o impacto dos desastres de origem natural ou tecnológica sobre a saúde pública

O VIGIDESASTRES constitui-se em um programa que propõe o desenvolvimento de ações contínuas no âmbito da saúde pública, com um modelo de atuação nas diferentes etapas de gestão do risco. Propõe, em todo o ciclo do desastre, ações voltadas à redução da probabilidade de ocorrências, ao gerenciamento/manejo do desastre e a recuperação dos seus efeitos. Sua abordagem no estado de Santa Catarina está voltada para minimizar o risco de exposição da população e dos profissionais de saúde às doenças e aos agravos decorrentes dos desastres, bem como, dos danos à infraestrutura de saúde, em função destes. O gerenciamento dos riscos de desastres possui uma abrangência integral, desde a sua origem, envolvendo todo o sistema de saúde, consistindo em um processo colaborativo intersetorial e interinstitucional para reduzi-los ou mitigá-los.

Dentre algumas ações, o VIGIDESASTRES prevê a elaboração de Planos de Preparação e Resposta para Emergências em Saúde Pública (PPR-ESP) com o intuito de delinear diretrizes, para que o Estado e os municípios catarinenses desenvolvam as próprias orientações de enfrentamento dos desastres. O PPR-ESP propõe o planejamento das ações de resposta e as medidas urgentes para o controle e a contenção dos eventos emergenciais, em tempo oportuno, de forma qualificada e cooperativa. Nesta última questão, ressalta a importância das ações envolvidas nos mecanismos de articulação e de acordos prévios entre setores e em diferentes esferas de governo (municipal, estadual, federal), como forma de favorecer e ampliar as ações de cooperação e a garantia dos recursos necessários, principalmente, de pessoal, de materiais, de suprimentos de saúde, bem como, da organização e configuração dos locais, onde as atividades de resposta acontecerão. Essa organização tende a ampliar as possibilidades de desenvolvimento das ações de enfrentamento dos eventos e de preparação para o atendimento da população atingida, evitando a sobrecarga e a falta de organização dos serviços, da infraestrutura e das demais tecnologias de saúde, como um todo.

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